Quando o direito não basta: homofobia, cidadania LGBT+ e políticas públicas no Piauí
- ISBN digital: 9788572216555
- ISBN impresso: 9788572216562
- DOI: 10.31560/pimentacultural/978-85-7221-655-5
Autor: Karol Jefessom Alves de Sousa
A obra analisa a homofobia como forma estrutural de negação de cidadania, articulando história social da sexualidade, reconhecimento jurídico e políticas públicas no Brasil. Examina os limites do Direito quando dissociado da atuação estatal e das práticas institucionais, com especial atenção ao papel do Judiciário. A partir do recorte empírico do Estado do Piauí, evidencia desigualdades regionais, desafios federativos e a necessidade de políticas públicas interseccionais. O livro contribui para o debate sobre direitos humanos, cidadania LGBT+ e democracia em contextos periféricos.
SUMÁRIO
Agradecimentos
Apresentação
Prefácio
Introdução
Nota terminológica
Problema e questões de pesquisa
Hipóteses analíticas
Referencial teórico
Metodologia
Estrutura da obra
Como compreender esta obra
CAPÍTULO 1
Homossexualidade na história e na sociedade: entre aceitação, repressão e resistência
1.1 Sexualidade como construção histórica e social
1.2 Homossexualidade na Antiguidade: práticas e significados
1.3 Moral religiosa, repressão e criminalização
1.4 Medicalização e patologização da homossexualidade
1.5 Resistência, despatologização e emergência da cidadania LGBT+
CAPÍTULO 2
LGBTfobia como violação de direitos humanos
2.1 Dados empíricos: dimensão nacional e contexto piauiense
2.2 Violência institucional e omissão estatal qualificada
2.3 STF, criminalização e desdobramentos jurídicos: do reconhecimento da omissão à resposta judicial
2.4 Implicações políticas e institucionais
2.5 Violência em aplicativos de encontros e relacionamentos: a LGBTfobia que o Direito não alcança
CAPÍTULO 3
Família, escola, trabalho e mídia: espaços de reprodução do preconceito
3.1 Direitos fundamentais no Estado Democrático de Direito
3.2 Dignidade da pessoa humana como fundamento constitucional
3.3 Igualdade material e proibição da discriminação
3.4 Diversidade sexual como expressão da dignidade humana
CAPÍTULO 4
União estável, casamento civil e adoção por casais homoafetivos
4.1 Família, afeto e pluralidade no Direito brasileiro
4.2 O silêncio legislativo e a atuação do Judiciário
4.3 A decisão do STF e seus fundamentos jurídicos
4.4 Limites do reconhecimento jurídico
CAPÍTULO 5
Do silêncio legislativo à afirmação judicial dos direitos homoafetivos
5.1 A omissão legislativa como problema constitucional
5.2 Judicialização e função contramajoritária
5.3 Decisões paradigmáticas e seus efeitos institucionais
5.4 Os riscos de uma cidadania excessivamente dependente do Judiciário
5.5 Corpos sob vigilância: a experiência cotidiana da LGBTfobia no Piauí
CAPÍTULO 6
Políticas públicas de enfrentamento à LGBTfobia no Piauí
6.1 Políticas públicas, reconhecimento e cidadania
6.2 A construção das políticas públicas LGBT+ no Brasil
6.3 Limites, descontinuidades e resistências institucionais
6.4 Políticas afirmativas e a construção da cidadania substantiva
6.5 A burocracia como trincheira do conservadorismo: resistências cotidianas no Estado piauiense
6.6 Gestão de Pessoas e Diversidade no Serviço Público: Comitês, Cotas e a Burocracia como obstáculo
6.6.1 Comitês de Diversidade, Igualdade Racial e Gênero no Serviço Público piauiense
6.6.2 Gestão de Pessoas e a Tríade Inclusiva: Recrutamento, permanência e ascensão
6.6.3 O papel do RH Público como agente de transformação (ou conservadorismo)
CAPÍTULO 7
Movimentos sociais, cidadania e memória LGBT+ no Piauí
7.1 Contextualização social e institucional do Estado do Piauí
7.2 Marcos normativos e iniciativas institucionais no âmbito estadual
7.3 Limites institucionais e desafios para a efetividade das políticas
7.4 Perspectivas para o fortalecimento da cidadania LGBT+ no Piauí
CAPÍTULO 8
Interseccionalidades: sexualidade, raça, gênero e território
8.1 LGBTfobia racializada: quando sexualidade e raça produzem vulnerabilidades ampliadas
8.2 Pessoas trans, mercado de trabalho e segurança pública: exclusões estruturais
8.3 Interiorização das políticas públicas no Piauí: capital, interior e desigualdades territoriais
8.4 Articulação entre políticas LGBT+, igualdade racial e políticas de gênero
8.5 Interseccionalidade e os limites do reconhecimento jurídico
8.6 Perspectivas comparadas: direitos LGBT+ em contextos periféricos internacionais
8.7 Precariedade econômica e reprodução da LGBTfobia: uma leitura material da exclusão LGBT+ no Piauí
Saúde mental como questão econômica e de gestão
CAPÍTULO 9
Direito simbólico, reconhecimento e os limites da cidadania formal
9.1 Direito simbólico e reconhecimento: fundamentos teóricos
9.2 Reconhecimento jurídico e transformação social: uma distinção necessária
9.3 Por que decisões judiciais não reduzem automaticamente a violência
9.4 O risco de uma cidadania “no papel”
9.5 Para além do simbólico: reconhecimento, redistribuição e políticas públicas
9.5.1 Lições de contextos internacionais
9.6 Reconhecimento e cidadania como projeto em construção
9.7 Contribuições do estudo
9.8 Neoconservadorismo digital, LGBTfobia online e retrocesso jurídico
9.9 O mercado de trabalho como teste de cidadania substantiva
9.9.1 Do reconhecimento jurídico à exclusão econômica: a distância que o Direito não alcança.
9.9.2 Responsabilidades do setor privado e a falha regulatória
9.9.3 Comitês de diversidade como instrumentos de gestão ou de façada (diversity washing)
Considerações finais
I. Posicionamento crítico
II. Síntese da tese
III. Agenda de transformação
Posfácio
Glossário conceitual expandido
Referências
Sobre o autor
Anexo A
Dados estatísticos, lacunas de implementação e plano de ação editorial
A.1 Tabela de Lacunas: Norma, Papel e Realidade no Piauí
A.2 Série Histórica de Mortes Violentas de Pessoas LGBT+ (Brasil)
A.3 Notas Metodológicas sobre a Lacuna de Dados no Piauí
Anexo B
Narrativas de pesquisa de campo: vozes do Piauí
B.1 “O documento correto não ajuda se o olhar errado é o primeiro que você encontra”
B.2 “No interior, a gente se torna invisível por necessidade”
B.3 “Depois que me tornei ativista, aprendi que o Estado tem dois rostos”
B.4 “Fui mandada embora sem que ninguém precisasse dizer o motivo”
Índice remissivo
