“Sindicato de Ladrões”: o Método como um campo de disputa em Hollywood

Autor: Bruno Gavranic Zaniolo Coordenação: Mayumi Ilari, Daniel Ferraz
Hollywood, 1954. No auge do Macartismo, o diretor Elia Kazan realiza o filme “Sindicato de Ladrões” como justificativa de sua decisão de colaborar com a “caça às bruxas” anticomunista. Através de um exercício atento de análise, esse livro propõe identificar, na obra, o registro das contradições internas à classe artística do período, discutindo o trabalho do elenco, através do método de interpretação realista, como um campo de disputa central na história do desenvolvimento da linguagem cinematográfica.
Agradecimentos Introdução Consciência de classe, solidariedade e outras ideias contagiosas – um percurso para a arte de esquerda no século XX Capítulo 1 Luta corporal na beira do cais: a crise do sentimento de coletividade na cultura política dos anos 1950 Cultura política, do alinhamento à criminalização “O que há de errado com o nosso garoto essa noite, Charley?” “O que para eles é delatar, para vocês é dizer a verdade” “Se vocês acham que Cristo não está aqui no cais, então vocês estão enganados!” Capítulo 2 Romance na beira do cais: o Método como possibilidade de organização diante de uma nova cultura política “As pessoas não deveriam se importar umas com as outras?” “’Consciência’... essa coisa pode te deixar louco” Entre a consciência e a emoção: O Método como um campo de disputa a) Um novo modo de interpretar o drama – e o mundo – em crise b) Uma forma de expressão para o ator estadunidense: o Método no teatro e no cinema c) Kazan na beira do cais: entre a liberdade do trabalho colaborativo e o controle da autonomia de ação Capítulo 3 Reorganizando a categoria: o filme como campo de disputa Cristo no cais, Judas no Calvário Conclusão Desenvolvimento técnico e autonomia do intérprete como herança para o cinema pós-macartismo Bibliografia consultada Índice remissivo Sobre o autor

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