A prosa docente como acontecimento: modos de escreverpensar-fazer pesquisa em educação

Organizadores: Máximo Lamela, Mariana Mussetta e Tiago Martins de Morais
Esta publicação investiga a docência como exercício de prosa — um gesto contínuo de leitura, escrita e invenção implicado nos processos de formação e pesquisa em educação. A prosa docente é compreendida como prática especulativa e cotidiana, que articula currículo, corpo e pensamento em estado de experimentação. Com Paul Valéry, aposta-se numa escrita que pensa e num estudo que opera entre o inacabado e o acontecimento. Reúnem-se aqui textos que fabulam modos de viver em que desaprender é também forma de insistência.
SUMÁRIO Máximo Lamela A prosa docente Mariana Mussetta Prefacio: prosa gesto y cuerpos; prosa pensamiento; prosa variación Mariana Mussetta Prefácio: prosa gesto e corpos; prosa pensamento; prosa variação CAPÍTULO 1 Fabio Roberto Lucas Pensamento e linguagem em estado nascente: notas do curso de Poética de Paul Valéry CAPÍTULO 2 Letícia Testa Aula-espetáculo: educação com dança-pesquisa CAPÍTULO 3 Tiago de Morais Docência e nomadismo: deslocamento enquanto condição existencial CAPÍTULO 4 Luciana Irene Sastre María Soledad Galván El envés de la clase o la hilatura de los gestos CAPÍTULO 5 Paola Zordan Matheus Camini Corpos desviantes e esquizopoéticas da abjeção CAPÍTULO 6 Luiz Carlos Quirino da Silva Pedagogia especulativa como prática de perspectivismo radical CAPÍTULO 7 Luciano Bedin da Costa Introdução à manta de leitura para sobreviver a bancas de pós-graduação CAPÍTULO 8 João Evangelista Dançar o tempo outro: ensaio sobre o gesto docente CAPÍTULO 9 Isadora Sobrosa Escrever com Totonha e capim: métodos de cruzo pedagógico CAPÍTULO 10 Cristiano Bedin da Costa Entre Gilles Deleuze e Sandra Mara Corazza: monstros e fantasmas sobre a mesa de montagem CAPÍTULO 11 Andrielly Regina Ferreira Gregory Prosa docente em estado de acontecimento: experimentações filosóficas do ordinário CAPÍTULO 12 Elisandro Rodrigues Bianca Isabel Pederiva Escrever a leitura: ou como dizer algo sobre estar aqui CAPÍTULO 13 Diego Winck Esteves Corpos, educação e escritas idiossincráticas CAPÍTULO 14 Mariana Machado Denardi Educação (algo)rítmica: narrativas distópicas de uma docência pós-humana CAPÍTULO 15 Silas Borges Monteiro A docência espectral: escuta, afetos e assombro no ensino CAPÍTULO 16 Marcos da Rocha Oliveira Sou pedagogo, escrevo. Arquivo de poéticas pedagógicas CAPÍTULO 17 Angélica Vier Munhoz Das brocantes ao arquivo de papéis escolares CAPÍTULO 18 Máximo Lamela Paul Valéry, uma carta e duas palavras-monstro Posfácio: prosa docente como descompasso Quem escreve Índice remissivo

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