O Evangelho de Marcos em Perspectiva Simbólica: a construção e a aplicação do Modelo Interpretativo-Simbólico na leitura de um texto religioso
- ISBN digital: 9788572216814
- ISBN impresso: 9788572216821
- DOI: 10.31560/pimentacultural/978-85-7221-681-4
Autor: André Valva
A obra propõe uma leitura do Evangelho de Marcos a partir do Modelo Interpretativo-Simbólico de Textos Religiosos (MISTR), formulado em diálogo com a antropologia interpretativa de Clifford Geertz. Examina a relação entre cultura, símbolo, religião e sentido na constituição do texto religioso antigo. Ao articular reflexão teórica, metodologia e análise de Mc 3,17 no Códice Sinaítico, o livro oferece uma proposta interpretativa situada para os estudos bíblicos e para as Ciências da Religião.
SUMÁRIO
Apresentação
Prof. Clóvis Ecco
Prefácio
Lista de abreviações
Introdução
CAPÍTULO 1
Clifford Geertz, o Evangelho de Marcos e o Códice Sinaítico
Clifford Geertz: trajetória intelectual e fundamentos interpretativos
Trajetória biográfica de Clifford Geertz
Matrizes intelectuais da formação geertziana
Produção intelectual de Geertz e sua relevância para o Mistr
Evangelho segundo Marcos: tradição textual e fundamentos para a análise
Datação, autoria e local de redação do Evangelho de Marcos
Estrutura, tradição textual e teologia do Evangelho de Marcos
Códice Sinaítico (01 /א ): origem, materialidade e relevância textual
Breve contexto e significado do Códice Sinaítico (01/א)
A trajetória histórica do Códice Sinaítico: descobertas, deslocamentos e preservação
Características materiais e textuais do Códice Sinaítico
O versículo-base da pesquisa: Mc 3,17 no Códice Sinaítico
Síntese: Geertz, Marcos e o Códice Sinaítico na arquitetura do Mistr
Considerações finais
Referências
CAPÍTULO 2
Cultura, símbolo e texto: fundamentos geertzianos do Mistr e sua aplicação ao Códice Sinaítico
Fundamentos epistemológicos geertzianos e sua aplicação ao Códice Sinaítico
O símbolo em Geertz e sua aplicação a Mc 3,17
Disposição e motivação
O senso comum em Geertz e sua aplicação a Mc 3,17
O conceito de cultura em Geertz e sua relevância para Mc 3,17
O conceito de religião em Geertz e sua relação com Mc 3,17
Operacionalização metodológica do Mistr: aplicação geertziana ao Códice Sinaítico
Instituição social como chave metodológica
Estruturas sociais como enquadramento do símbolo
Atividade social: adoração, atitude e experiência
Experiência religiosa e seus aparatos sociais
Atitude (ou ação) social
HEES: hierarquização das estruturas de significados e critérios de aplicação
Esferas analíticas: Esfera Religiosa e Esfera do Senso Comum
Considerações finais
Referências
CAPÍTULO 3
O lugar do Mistr entre os métodos de análise de textos religiosos antigos
O Método Histórico-Crítico em diálogo com o Mistr
Semelhanças e diferenças entre MHC e Mistr
O Método Exegético em diálogo com o Mistr
Semelhanças e diferenças
A Análise do Discurso em diálogo com o Mistr
Semelhanças e diferenças
A Análise de Conteúdo em diálogo com o Mistr
Semelhanças e diferenças
Entre a interpretação textual e a leitura cultural: a hermenêutica em diálogo com o Mistr
Potencialidades e fragilidades
Semelhanças e diferenças
Considerações finais
Referências
CAPÍTULO 4
Boanerges (Mc 3,17) no Códice Sinaítico camadas de significado e contexto cultural
Localização, ambiente linguísticocultural e circulação do texto
Datação, crise do Templo e reconfiguração simbólica
Autoria, tradição petrina e circulação de autoridade
Palestina sob Roma e reorganização institucional do cristianismo
O texto religioso como dispositivo simbólico e função institucional
Procedimento analítico do Mistr: HEES, eixos de leitura e critérios de aplicação
Estratificação de significados pela HEES: níveis literal, contextual, teológico e pragmático em Mc 3,17
Nível literal e exploração semiótica: Boanerges como aramaísmo transliterado e traduzido em Mc 3,17
Nível contextual e leitura etnográfico-dialógica: Boanerges, escolha dos Doze e reconfiguração simbólica sob domínio romano
Nível teológico: Boanerges, teofania e reordenação simbólica no horizonte do Reino
Nível pragmático: Boanerges, senso comum religioso e efeitos comunitários em Mc 3,17
Integração dos níveis de significado de Mc 3,17: Boanerges como ação simbólica na HEES
Interconexão dos níveis de significado de Mc 3,17: circulação simbólica de Boanerges na HEES
Conexões textuais de Mc 3,17: Boanerges na trama narrativa marcana e sinóptica
Conexões simbólicas de Mc 3,17: trovão, autoridade e liderança apostólica
Boanerges como nó estruturante: síntese entre conexões textuais e simbólicas em Mc 3,17
Considerações finais
Referências
CAPÍTULO 5
Da estratificação à estrutura: estruturas de significado no horizonte de Mc 3,17
Estruturas sociais presentes no contexto do Evangelho de Marcos
A estrutura imperial romano-colonial
A estrutura religiosa judaica do Segundo Templo
A estrutura de parentesco e família patriarcal
A estrutura socioeconômica campesina e artesanal
A estrutura comunitária cristã nascente
Síntese: o horizonte estrutural de Mc 3,17
A estrutura imperial romano-colonial
A estrutura religiosa judaica do Segundo Templo e seus grupos
A estrutura familiar patriarcal e o deslocamento simbólico do parentesco
A estrutura socioeconômica rural e a pobreza
A cultura helenística
Síntese: o horizonte estrutural de Mc 3,17
A estrutura imperial romano-colonial
A estrutura religiosa judaica do Segundo Templo e seus grupos
A estrutura familiar patriarcal e o deslocamento simbólico do parentesco
A estrutura socioeconômica rural e a pobreza
A cultura helenística
Síntese: o horizonte estrutural de Mc 3,17
Hierarquização dos elementos simbólicos no Mistr
Desmembramento de Boanerges
Articulação na gramática do Mistr
A hierarquia estrutural do símbolo Boanerges
Hierarquia entre os níveis de significado (HEES)
Hierarquia interna dos elementos simbólicos (ethos, visão de mundo, disposições e motivações)
Hierarquia e estruturas sociais
Considerações finais
Referências
CAPÍTULO 6
Comparação das estruturas de significados
Análise de “Boanerges” nas estruturas sociais
O Império Romano e a dominação imperial
O judaísmo e seus grupos religiosos
A sociedade judaica e a estrutura familiar
A economia rural e a pobreza
A cultura helenística
Discussão de “Boanerges” nas estruturas sociais
Análise de “Boanerges” nas estruturas de significados
Convergência e divergência nas estruturas de significados
Pontos de convergência entre as estruturas sociais e de significado
Pontos de divergência entre as estruturas sociais e de significado
Análise comparativa entre as diferentes estruturas
Determinação das características formativas dos elementos simbólicos
Integração das camadas de significado
A convergência entre as estruturas sociais e os significados simbólicos
A divergência entre as estruturas sociais e os significados simbólicos
A coesão entre as camadas de significado e as estruturas sociais
Articulação das estruturas de significado e a construção da identidade do símbolo “Boanerges”
Considerações finais
Referências
CAPÍTULO 7
Justaposição do senso comum e religião
Esfera do senso comum
Esfera da religião
Padrões culturais criados pela interação das esferas
Convergência entre Senso Comum e Religião
Divergência entre Senso Comum e Religião
Impacto das Esferas na Formação do Símbolo
Discussão final sobre as esferas e suas justaposições
Conclusão da seção sobre Senso Comum e Religião
Síntese dos resultados
Alternativas da Teoria Geertziana na compreensão de textos religiosos antigos
Comparação com outros métodos
Síntese
Considerações finais
Referências
Considerações gerais
Referências
Sobre o autor
