O Evangelho de Marcos em Perspectiva Simbólica: a construção e a aplicação do Modelo Interpretativo-Simbólico na leitura de um texto religioso

Autor: André Valva
A obra propõe uma leitura do Evangelho de Marcos a partir do Modelo Interpretativo-Simbólico de Textos Religiosos (MISTR), formulado em diálogo com a antropologia interpretativa de Clifford Geertz. Examina a relação entre cultura, símbolo, religião e sentido na constituição do texto religioso antigo. Ao articular reflexão teórica, metodologia e análise de Mc 3,17 no Códice Sinaítico, o livro oferece uma proposta interpretativa situada para os estudos bíblicos e para as Ciências da Religião.
SUMÁRIO Apresentação Prof. Clóvis Ecco Prefácio Lista de abreviações Introdução CAPÍTULO 1 Clifford Geertz, o Evangelho de Marcos e o Códice Sinaítico Clifford Geertz: trajetória intelectual e fundamentos interpretativos Trajetória biográfica de Clifford Geertz Matrizes intelectuais da formação geertziana Produção intelectual de Geertz e sua relevância para o Mistr Evangelho segundo Marcos: tradição textual e fundamentos para a análise Datação, autoria e local de redação do Evangelho de Marcos Estrutura, tradição textual e teologia do Evangelho de Marcos Códice Sinaítico (01 /א ): origem, materialidade e relevância textual Breve contexto e significado do Códice Sinaítico (01/א) A trajetória histórica do Códice Sinaítico: descobertas, deslocamentos e preservação Características materiais e textuais do Códice Sinaítico O versículo-base da pesquisa: Mc 3,17 no Códice Sinaítico Síntese: Geertz, Marcos e o Códice Sinaítico na arquitetura do Mistr Considerações finais Referências CAPÍTULO 2 Cultura, símbolo e texto: fundamentos geertzianos do Mistr e sua aplicação ao Códice Sinaítico Fundamentos epistemológicos geertzianos e sua aplicação ao Códice Sinaítico O símbolo em Geertz e sua aplicação a Mc 3,17 Disposição e motivação O senso comum em Geertz e sua aplicação a Mc 3,17 O conceito de cultura em Geertz e sua relevância para Mc 3,17 O conceito de religião em Geertz e sua relação com Mc 3,17 Operacionalização metodológica do Mistr: aplicação geertziana ao Códice Sinaítico Instituição social como chave metodológica Estruturas sociais como enquadramento do símbolo Atividade social: adoração, atitude e experiência Experiência religiosa e seus aparatos sociais Atitude (ou ação) social HEES: hierarquização das estruturas de significados e critérios de aplicação Esferas analíticas: Esfera Religiosa e Esfera do Senso Comum Considerações finais Referências CAPÍTULO 3 O lugar do Mistr entre os métodos de análise de textos religiosos antigos O Método Histórico-Crítico em diálogo com o Mistr Semelhanças e diferenças entre MHC e Mistr O Método Exegético em diálogo com o Mistr Semelhanças e diferenças A Análise do Discurso em diálogo com o Mistr Semelhanças e diferenças A Análise de Conteúdo em diálogo com o Mistr Semelhanças e diferenças Entre a interpretação textual e a leitura cultural: a hermenêutica em diálogo com o Mistr Potencialidades e fragilidades Semelhanças e diferenças Considerações finais Referências CAPÍTULO 4 Boanerges (Mc 3,17) no Códice Sinaítico camadas de significado e contexto cultural Localização, ambiente linguísticocultural e circulação do texto Datação, crise do Templo e reconfiguração simbólica Autoria, tradição petrina e circulação de autoridade Palestina sob Roma e reorganização institucional do cristianismo O texto religioso como dispositivo simbólico e função institucional Procedimento analítico do Mistr: HEES, eixos de leitura e critérios de aplicação Estratificação de significados pela HEES: níveis literal, contextual, teológico e pragmático em Mc 3,17 Nível literal e exploração semiótica: Boanerges como aramaísmo transliterado e traduzido em Mc 3,17 Nível contextual e leitura etnográfico-dialógica: Boanerges, escolha dos Doze e reconfiguração simbólica sob domínio romano Nível teológico: Boanerges, teofania e reordenação simbólica no horizonte do Reino Nível pragmático: Boanerges, senso comum religioso e efeitos comunitários em Mc 3,17 Integração dos níveis de significado de Mc 3,17: Boanerges como ação simbólica na HEES Interconexão dos níveis de significado de Mc 3,17: circulação simbólica de Boanerges na HEES Conexões textuais de Mc 3,17: Boanerges na trama narrativa marcana e sinóptica Conexões simbólicas de Mc 3,17: trovão, autoridade e liderança apostólica Boanerges como nó estruturante: síntese entre conexões textuais e simbólicas em Mc 3,17 Considerações finais Referências CAPÍTULO 5 Da estratificação à estrutura: estruturas de significado no horizonte de Mc 3,17 Estruturas sociais presentes no contexto do Evangelho de Marcos A estrutura imperial romano-colonial A estrutura religiosa judaica do Segundo Templo A estrutura de parentesco e família patriarcal A estrutura socioeconômica campesina e artesanal A estrutura comunitária cristã nascente Síntese: o horizonte estrutural de Mc 3,17 A estrutura imperial romano-colonial A estrutura religiosa judaica do Segundo Templo e seus grupos A estrutura familiar patriarcal e o deslocamento simbólico do parentesco A estrutura socioeconômica rural e a pobreza A cultura helenística Síntese: o horizonte estrutural de Mc 3,17 A estrutura imperial romano-colonial A estrutura religiosa judaica do Segundo Templo e seus grupos A estrutura familiar patriarcal e o deslocamento simbólico do parentesco A estrutura socioeconômica rural e a pobreza A cultura helenística Síntese: o horizonte estrutural de Mc 3,17 Hierarquização dos elementos simbólicos no Mistr Desmembramento de Boanerges Articulação na gramática do Mistr A hierarquia estrutural do símbolo Boanerges Hierarquia entre os níveis de significado (HEES) Hierarquia interna dos elementos simbólicos (ethos, visão de mundo, disposições e motivações) Hierarquia e estruturas sociais Considerações finais Referências CAPÍTULO 6 Comparação das estruturas de significados Análise de “Boanerges” nas estruturas sociais O Império Romano e a dominação imperial O judaísmo e seus grupos religiosos A sociedade judaica e a estrutura familiar A economia rural e a pobreza A cultura helenística Discussão de “Boanerges” nas estruturas sociais Análise de “Boanerges” nas estruturas de significados Convergência e divergência nas estruturas de significados Pontos de convergência entre as estruturas sociais e de significado Pontos de divergência entre as estruturas sociais e de significado Análise comparativa entre as diferentes estruturas Determinação das características formativas dos elementos simbólicos Integração das camadas de significado A convergência entre as estruturas sociais e os significados simbólicos A divergência entre as estruturas sociais e os significados simbólicos A coesão entre as camadas de significado e as estruturas sociais Articulação das estruturas de significado e a construção da identidade do símbolo “Boanerges” Considerações finais Referências CAPÍTULO 7 Justaposição do senso comum e religião Esfera do senso comum Esfera da religião Padrões culturais criados pela interação das esferas Convergência entre Senso Comum e Religião Divergência entre Senso Comum e Religião Impacto das Esferas na Formação do Símbolo Discussão final sobre as esferas e suas justaposições Conclusão da seção sobre Senso Comum e Religião Síntese dos resultados Alternativas da Teoria Geertziana na compreensão de textos religiosos antigos Comparação com outros métodos Síntese Considerações finais Referências Considerações gerais Referências Sobre o autor

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